Hidroponía é um termo que se globalizou e seu uso está crescendo surpreendentemente em muitos países. No presente número apresentamos um interessante artigo de Rick Donnan publicado no número 41 da revista Practical Hydroponics & Greenhouses da Austrália. Neste artigo se analisam os dados disponíveis para criar um ponto de vista atualizado da industria hidropônica comercial no mundo. Nosso agradecimento a Steven Carruthers, seu editor, quem nos ha dado permissão para traduzir e reimprimir esta interessante e importante nota.

Tivemos a oportunidade de assistir ao seminário internacional "Sistemas intensivos de produção de hortaliças, realizado de 8 a 12 de Março em Zamorano, Honduras. Este evento internacional foi elaborado pela Rede Colaborativa de Investigação e Desenvolvimento de Hortaliças para América Central, Panamá e República Dominicana (REDCAHOR), o IICA, a FAO e a Agência de Cooperação Alemã GTZ. Participaram representantes de Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, República Dominicana, Chile, Equador e Peru.

Como resultado de este evento, se demonstrou que a hidroponía funciona e que tem boas perspectivas em projetos sociais; as falhas que ocorrem se devem principalmente ao desconhecimento de que a técnica depende mais do conhecimento do manejo hortícola (80-90 %) que do conhecimento do manejo da técnica em si (10-20 %). Também se pôde observar que existe ainda uma forte dependência de tecnologia e de insumos nos locais em um grande número de países latino-americanos, o que têm sido um impedimento para fortalecer e continuar sua difusão; por esta razão, não se deve apenas levar a técnica para todos os países, mas sim, se necessita adapta-la a realidade de cada país, sobre tudo no manejo da solução nutritiva e dos substratos. Entre outras conclusões, podemos mencionar que a hidroponía é uma excelente ferramenta para a educação.

Alfredo Rodríguez Delfín

 


A HIDROPONIA NO MUNDO
Rick Donnan
Practical Hydroponics & Greenhouses /Australia

VALORIZANDO A HIDROPONIA
Na área total mundial da produção de cultivos hidropônicos está estimada em torno de 12,000 hectares (30,000 acres). Só a produção anual de hortaliças é de 3 milhões de toneladas; quando se combina com flores cortadas, isto dá um valor total superior aos US $ 4 bilhões.

DEFINIÇÕES.
"Sistemas hidropônicos ou sem solo, são aqueles sistemas isolados do solo e supridos com todos seus requerimentos nutricionais na água".

Em alguns meios, o termo "hidroponía" é usado em uma forma restrita, só para descrever sistemas baseados em água. Usaremos o termo em um sentido mais amplo, com o mesmo significado de cultivo sem solo, termo o qual se usa a nível internacional. A hidroponía não inclui o cultivo de plantas na qual a rega é feita por gotejamento no solo (fertirrigação), ainda que o fertilizante usado seja hidropônico.


Primeiros Desenvolvimentos Comerciais.
Ainda que as técnicas hidropônicas tenham sido usadas para a investigação científica por vários séculos, foi apenas em 1,930 que se desenvolveu um sistema hidropônico idealizado para uso comercial. Este foi o método de cultivo em água de W.F. Gericke da Universidade de Califórnia, patenteado em 1,933. Isto gerou muito interesse, resultando no estabelecimento de um número de unidades comerciais de até 0.8 hectares (2 acres). Infelizmente, estes provaram ser antieconómicos.

A primeira produção efetiva de grande escala não ocorreu até a Segunda Guerra Mundial. O exército dos EEUU estabeleceu unidades hidropônicas por inundação e drenagem, em várias ilhas áridas dos Oceanos Pacífico e Atlântico, usadas como pontos de aterrissagem. Isto foi seguido por uma unidade de 22 hectares (55 acres) em Chofu, Japão, para alimentar com hortaliças frescas as forças de ocupação. No entanto, o uso desta técnica sobre circunstancias normais provou não ser comercialmente viável. Uma vez que Chofu fechou, apenas restaram um punhado de pequenas unidades comerciais disseminadas ao redor do mundo, totalizando menos de 10 hectares.

Em 1,955 foi fundada a Sociedade Internacional de Cultivo Sem Solo (ISOSC) por um pequeno grupo de dedicados cientistas. Naqueles primeiros anos, freqüentemente estiveram sujeitos ao ridículo por perseguir uma causa que comercialmente foi considerada inútil e irrelevante.

A Década de 1,960.
O primeiro uso comercial significativo não ocorreu até a metade da década de 1,960, no Canadá. Existia uma sólida industria de estufas de vidro em Columbia Britânica, principal produtor de tomates, que chegou a ser devastado por enfermidades do solo . Eventualmente, a única opção para sobreviver foi evitando o solo, pelo uso da hidroponía. A técnica que usaram foi rega por gotejamento em bolsas de serragem. Os recentes avanços técnicos também ajudaram especialmente ao desenvolvimento de plásticos y fertilizantes . No decorrer desta década, houve um aumento de investimento na investigação e desenvolvimento de sistemas hidropônicos. Também houve um pequeno aumento gradual na área comercial que estava sendo utilizada.

A Década de 1,970.
O seguinte maior avanço veio como resultado do impacto da crise do petróleo, sobre o custo de calefação da industria de estufas em rápida expansão na Europa. Devido ao enorme incremento nos custos da calefação, os rendimentos chegaram a ser ainda mais importantes, assim os produtores e investigadores começaram a ver a hidroponía como um meio para melhorar a produção. Na década de 1,970, o cultivo em areia e outros sistemas floresceram e logo desapareceram nos Estados Unidos. O sistema NFT (Nutrient Film Technique) foi desenvolvido, assim como o meio de crescimento denominado lã de rocha. Por volta de 1,979, o grande volume de produção em estufas continuou aumentando. A nível mundial a área hidropônica esteve ao redor de apenas 300 hectares (75 acres).

A Década de 1,980.
1,980 chegou a ser a década da mudança, conduzida pela Holanda. A detecção de níveis significativos substâncias tóxicas nas águas subterrâneas em regiões da Holanda, resultou no uso da esterilização do solo em estufas sendo progressivamente proibido. Isto levou a um rápido abandono do solo, através da hidroponía, a técnica mais popular foi lã de rocha alimentada por regas por gotejamento.

Seguindo os evidentes êxitos na Holanda, houve uma rápida expansão na produção hidropônica comercial em muitos países ao redor do mundo. Utilizando sistemas que diferem amplamente de país a país, a área mundial hidropônica aumentou cerca de 6,000 hectares (15,000 acres) no ano de 1,989. A hidroponía agora foi alterada de uma "curiosidade irrelevante" a uma significativa técnica hortícola, especialmente em segmentos de flor cortada e hortaliças para saladas.


A Década de 1,990.
Através dos anos 1,990, a expansão continuou ainda que a taxa de incremento tenha diminuído notavelmente no norte de Europa. Alguns países tais como Espanha, se desenvolveram muito nos últimos anos, e não sabemos se a área hidropônica de algum país tenha diminuído nesta década.

No lado técnico, estão sendo usados uma amplia gama de substratos incluindo alguns novos. Se desenvolveram um número de versões modificadas de técnicas já existentes, mas nenhuma tece maior impacto. Sem duvida, os equipamentos de rega e equipamentos de controle e as técnicas têm melhorado muito, como ter métodos de desinfecção de soluções nutritivas recirculantes. No entanto, não apareceu uma nova técnica hidropônica significativa nos últimos 20 anos.

A importância do cultivo sem solo continua aumentando. Isto não é somente na área clássica de uma técnica para investigação hortícola e produção de cultivo; também está sendo usada como uma ferramenta para resolver um amplo leque de problemas. Que incluem tratamentos que reduzem a contaminação do solo e da água subterrânea, e manipulando os níveis de nutrientes não desejados no produto.

ÊXITO OU FRACASSO?
Têm existido uma diferença substancial entre o êxito da hidroponía comercial em diferentes países. Por exemplo, Holanda e EEUU são extremos opostos do espectro; na Holanda, tem ocorrido uma conversão de cerca de 4,000 hectares de estufas de vidro para hidropônicos, virtualmente sem fracassos. Nos EEUU, tem ocorrido mais fracassos do que êxitos. Um dos muitos exemplos é que no final de 1,970 e começo de 1,980, foram instalados nos EEUU ao redor de 1,000 pequenos sistemas comerciais a base de camas cascalho mas ao redor de 1,984 se mantinham apenas 10.

Por que esta diferença? Em termos mais simples, a principal causa do fracasso é que os novos produtores não reconheciam que "a hidroponía é horticultura". Isto é, que a hidroponía é meramente uma técnica hortícola "não uma tecnologia da hera espacial que da o controle total da planta". Em minha opinião, o conhecimento necessário para produzir um rentável cultivo comercial é apenas de 10 % relacionado a hidroponía, e em 90 % relacionado a horticultura, isto é, controle de pragas, enfermidades, técnicas culturais, qualidade do produto, etc.

Na Holanda a maior parte dos produtores de solo estão se convertendo em hidropônicos. Eles já possuem o mercado para seus produtos e a destreza para produzi-los. Mais que a aprendizagem do manejo hidropônico, eles o converteram em realidade, provando o sistema hidropônico, apoiados por gente qualificada com um conhecimento real do sistema.

Nos EEUU, muitos fracassos tem sido associados com projetos , os quais têm sido vendidos a gente por contratistas, que deram muitas expectativas irreais de altos retornos e não enfatizaram na necessidade de conhecimento das plantas, pragas e enfermidades. Para citar, um especialista Merle Jensen escrevia sobre os EEUU: "El cultivo hidropônico é uma tecnologia inerentemente atrativa, freqüentemente passada de forma simplista, a qual é mais fácil de promover que sustentar. infelizmente, os fracassos excedem grandemente aos êxitos, devido a inexperiência ou a falta de apoio cientifico e de engenharia. Assim, o interesse em hidroponía seguiu ladeira abaixo desde sua concepção".

 

TIPOS DE SISTEMAS.


A. SISTEMAS COM MEIOS INORGÂNICOS (79 %)

LÃ DE ROCHA (57 %). É um meio manufaturado por fusão de lã de rocha, a qual é transformado em fibras e usualmente prensado em blocos e pranchas. Sua principal característica é que contém muitos espaços vazios, usualmente 97 %. Isto permite absorver níveis muito altos de água , enquanto que também um bom conteúdo de ar. 57 % da área hidropônica total é para sistemas baseados em lã de rocha; no entanto, a lã de rocha também é usada freqüentemente como pequenos blocos iniciadores para ser transplantados em outros substratos ou em sistemas baseados em água.

Desde seu desenvolvimento na Dinamarca em 1,969, hoje é produzido em cerca de 20 fábricas espalhadas ao redor do mundo. É o principal meio usado donde existe uma fábrica perto. É um material caro quando se compara localmente com meios disponíveis mais baratos.

OUTROS MEIOS INORGANICOS (22 %)
* Areia. Chegou a ser popular como meio hidropônico no início dos anos 70, especialmente nos EEUU, onde foi desenvolvido camas compridas e profundas de cultivo de areia. Se estabeleceram grandes unidades no Sul dos EEUU mas depois fecharam. Também se estabeleceram unidades em vários países desérticos do Médio Oriente. Esta foi a técnica original usada quando se estabeleceu o Land Pavilion en Epcot Center de Walt Disney na Flórida. Um grande problema experimentado com a técnica foi manter sobre controle enfermidades de raízes, motivo pelo qual agora é raramente usado.

Por anos se usaram bolsas de areia de certo grau em muitos países; no entanto, têm existido uma grande onda recentemente em seu uso, devido que esta sendo a base de uma rápida expansão na produção de tomate hidropônico na Espanha.

Areia é um termo geral e deveria ser especificado mais estreitamente quando se destina para uso hidropônico. A areia de quartzo é usada, não a de tipo calcário (pedra caliça e areias de praia), as quais dariam severos problemas de pH. O tamanho da partícula e simetria também são propriedades importantes.

* Perlita. feita por aquecimento da lã de rocha em água, a qual se expande muito para dar partículas aeradas. Primeiro foi usada em Escócia em torno de 1,980, seu uso se difundiu por vários países especialmente onde é fabricado localmente. Seu uso é significativo mas relativamente menor; na Coréia seu uso alcança 112 hectares ou 41 % da área hidropônica coreana.


* Escória. É uma rocha ligeiramente aerada, natural conhecida com vários nomes: "tuff" em Israel e "picón" en Ilhas Canárias. Ainda que é um meio efetivo, é pesado (800 Kg/m3) e portanto só é usado onde é um recurso local.

* Pumecita. É uma rocha vulcânica natural, leve e aerada, a qual é um bom meio de crescimento. Normalmente é usada onde existe em quantidade disponível, como em Nova Zelândia. Existem grandes depósitos em Islândia e recentemente estão sendo exportados para a Europa.

* Argila Expandida. É relativamente cara e tem sido usada principalmente em hidrocultivo e por estudiosos. Recentemente existe algum uso comercial limitado na Europa para cultivos de crescimento alto, como as rosas.

* Vermiculita. Foi anunciada anos atrás mas agora não se usa comercialmente, só em poucas misturas.


B. SISTEMAS COM MEIOS ORGÂNICOS (12 %)
* Serragem. Foi um dos primeiros meios usados comercialmente. ainda é usado no Canadá onde recentemente só ha sido ultrapassado em popularidade pela lã de rocha. Também é o principal meio no Sul da África e Nova Zelândia e é usada em certo grau em outros países, incluindo Austrália. A serragem usada é grossa, não descomposta, de origem conhecida e se cultiva só para uma estação.

* Musgo. Foi um dos primeiros meios tratados e não é considerado por alguns como meio hidropônico. É usado em certo grau em muitos países que possuem uma quantidade disponível de qualidade. e é o principal método usado na Finlândia e Irlanda. Seu uso é enorme dentro da industria.

* Fibra de Coco. Recentemente ha sido adicionado favoravelmente como meio hidropônico. Gozou de alguns primeiros êxitos mas agora seu uso parece estar estabelecido. Existe uma quantidade significativa usada na Holanda e um pequeno uso em outros países. Um aspecto importante é que a qualidade varia considerávelmente entre provedores, principalmente relacionado a conteúdo de sais.


* Produtos de Espuma. Se tem usado vários tipos e marcas de espuma, freqüentemente com bom resultado e alguns por más de 20 anos, mas seu uso ainda está limitado. Têm sido vistos pelos produtores como muito caros. Alguns destes meios ainda têm potencial.

* Produtos de Madeira Processada. Tem-se produzido e vendido este produto mas seu uso não dá resultado em extensões significativas.

* Gel. Se tem produzido, provado e promovido um determinado número de polímeros de gel mas a maioria tem desaparecido do mercado sem haver sido aceitado pelos produtores.



C. SISTEMAS BASEADOS EM ÁGUA
* NFT (Técnica de Película Nutriente) (5 %) Foi desenvolvido na Inglaterra na década de 1,970. Este sistema recircula uma fina película de solução nutritiva nos canais de cultivo. Foram provados comercialmente um amplo número de cultivos e, como resultado de uma ampla difusão publicitaria, o NFT foi provado em muitos países. Uma vez que se estabeleceu, a técnica provou ser útil para a produção de tomates, e para cultivos de curto crescimento como a alface. Cultivos como o melão tem dado problemas e no mundo só são produzidos por produtores experientes.

Existem pequenas áreas de NFT na maioria dos países mas o único país donde é o principal sistema é Austrália, onde seu uso para a produção de alface aumentou cerca de 140 hectares os últimos 10 anos. Japão tem 100 hectares principalmente para hortaliças de folha. Ainda na Inglaterra sua casa, o uso de NFT permaneceu estático ao redor de 10 % da área hidropônica.

* CULTIVO EM ÁGUA (3 %). O sistema Gericke usou um tanque de concreto cheia de solução nutritiva. Existem muito poucos destes sistemas hoje em dia, mas alguns derivados deste sistema são significativos em alguns países.
A principal técnica comercial é a Técnica de Fluxo Profundo (DFT, Deep Flow Technique), onde pranchas de poliestireno flutuam sobre uma solução nutritiva aerada por recirculação. Este é o principal sistema no Japão com 270 hectares, de cultivos de folha principalmente. Outros países onde seu uso é significativo, se encontram na Ásia, com seu uso predominante em cultivos de hortaliças de folha.

* CULTIVO EM CASCALHO (1 %). Está incluído por sua conexão histórica e é classificado como um sistema baseado em água porque sempre se usou como uma técnica de recirculação, como continuo ou como inundação e drenagem. Existem poucos dos sistemas de camas originais abandonados no mundo e o uso do cascalho quase todo é em sistemas híbridos. O mais comum é a Técnica de Fluxo em cascalho (GFT, Gravel Flow Technique), onde os canais de NFT são cobertos com uma capa de 50 mm (2 polegadas) de cascalho.

* AEROPONÏA (0.2 %). É uma técnica onde as raízes estão suspendidas em uma neblina de solução nutritiva. Várias formas desta técnica tem sido provadas por mais de 20 anos. Atraiu muita publicidade e existem um número de sistemas para aficcionados que estão sendo vendidos. Sua realidade comercial é tal que só se tem reportado 19 hectares na Coréia. Seu uso está limitado a um punhado de pequenas operações espalhados pelo mundo.

Quadro. 1

Porcentagem estimada da área total para diferentes

Sistemas Hidropónicos

Sistema

Porcentagem

Lã de rocha

57 %

Outros meios inorgânicos

22 %

Substratos orgânicos

12 %

NFT

5 %

Cultivo em água

3 %

Técnicas em cascalho

1 %

Total

100 %

 


1.Se refere ao texto, o qual está incluído para cada categoria.
2.Os principais substratos inorgânicos são areia, perlita, escoria, pumecita.
3.Os principais substratos orgânicos são serragem, musgo, fibra de coco, corteza
4.A aeroponía totaliza menos de 0.2 %

SISTEMAS ABERTOS OU FECHADOS.

Até a presente década, a divisão entre sistemas "fechados" (recirculantes) e "abertos" (não recirculantes) foi simples. Inerentemente todos os sistemas em água foram fechados e o grande volume de sistemas com substrato foram abertos.

O interesse pelo ambiente levou à um movimento aos sistemas fechados. Este foi particularmente o caso de Holanda, onde a contaminação da água subterrânea foi um problema e gerou um aumento de algumas áreas de estufas. O problema não só veio de sistemas hidropónicos abertos, se não também particularmente do cultivo em solo.
Isto repercutiu em dois efeitos: forçar o cultivo em solo em sistemas hidropónicos e converter os sistemas hidropónicos abertos em sistemas recirculantes.

Inicialmente muita gente pensou que isto automaticamente significaria um progresso para os sistemas de recirculação contínua tal como o NFT. A realidade ha sido que os sistemas baseados em substratos foram conservados, mas a solução nutritiva está sendo coletada e retornada. Uma razão para isto é que o volume de solução reciclada é mantida em pequena fração da recirculação através do sistema fluxo contínuo. Isto torna factível a esterilização e é mais barato.

O resultado final ha sido que, ainda que a porcentagem de sistemas fechados tenha aumentado de 10 % a 30 %, a porcentagem de sistemas em água, de 10 %, se ha mantido estável ou diminuiu.

PAÌSES HIDROPÔNICOS.

Nossa melhor suposição da área dedicada a produção comercial hidropônica por países se dá no Quadro 2.

Países com menos de 10 hectares não estão foram incluídos no quadro. Isto inclui: Tailândia, Malásia, Indonésia, Siri-Lanca, Portugal e a maioria de países Sul Americanos e várias Ilhas do Pacífico.

Existem muitos outros países aos que não pudemos obter estimativas, se incluem: Índia e o subcontinente e vários países do Oriente Médio, África, Oeste da Europa e as repúblicas da antiga URSS.


Quadro 2. Área hidropônica estimada por países.

 

País

Hectares

Acres

1

Holanda

3,667

9,057

2

Espanha

1,000

2,470

3

França

1,000

2,470

4

Japão

1,885

763

5

Israel

1,600

650

6

Bélgica

600

1,480

7

Alemanha

560

1,380

8

Reino Unido

460

1,140

9

Canadá

450

1,110

10

África do Sul

420

1,040

11

Finlândia

370

740

12

Austrália

300

740

13

Coréia

274

677

14

Nova Zelândia

200

490

15

Itália

190

470

16

Estados Unidos

150

370

17

Suíça

42

104

18

Escandinávia

40

100

19

Taiwan

35

90

20

Grécia

33

82

21

Irlanda

30

70

22

América do Sul

30

70

23

Singapura

30

70

24

China

25

60

25

Bulgária

20

50

26

Rússia

20

50

27

Polônia

15

40

28

México

15

40

29

Armênia

10

25

 

Outros

200

 
 

Subestimado

401

 
 

MELHOR ESTIMADO

12,000

30,000



1. Só inclui países com 10 hectares ou mais.
2. Os dados variam mas a maioria se reportam a 1,996.
4. Se refere ao texto em "precisão de dados"


Holanda. Foi mencionado anteriormente e tem sido o líder tanto na produção como na investigação e desenvolvimento da hidroponía nas últimas duas décadas. O inicio do uso comercial foi em meados dos anos 1,970. Como já se descreveu antes, a troca da produção de estufas em solo para a hidroponía. Dentro da década foram convertidas ao redor de 2,000 hectares, usando sistemas de rega por gotejamento com lã de rocha, não recirculantes.

Agora a área hidropônica se elevou quase a 4,000 hectares. Ainda que a lã de rocha é o substrato predominante, ha um amplo leque de outros substratos que estão sendo usados; estes incluem fibra de coco, musgo, espumas e argila expandida. Não existem sistemas em água.


Espanha. Teve uma grande e significativa expansão com a hidroponía através das Ilhas Canárias. Em 1,970 se estabeleceu um Centro Internacional para a Hidroponía em Las Palmas, e se levaram a cabo o segundo e quarto Congresso Internacional de Cultivo Sem Solo em 1,969 e 1,976.

Ainda assim, a área hidropônica em Espanha permanece relativamente baixa e estável até a atualidade. O clima favorável espanhol ajudou a incrementar o tamanho de sua industria de estufas, especialmente desde que Espanha ingressou a União Européia, permitindo a exportação de tomates aos mercados europeus. Recentemente isto levou a uma contínua conversão à hidroponía. Além das Ilhas Canárias, as outras áreas de produção estão em Almería, Múrcia e Alicante.

As estimativas da área hidropônica na Espanha variam grandemente. Nossa estimativa de 1,000 hectares provavelmente se conserve e é seguro que será ultrapassado nos próximos anos.

Europa. Na maioria dos demais países europeus, a situação da hidroponía é basicamente similar a Holanda, com predominância de lã de rocha. Também existe um leque de outros substratos e alguns sistemas em água. Também existe um progresso aos sistemas fechados, mas usualmente não com requerimentos legais.

Reino Unido: também existe predominância de lã de rocha (85 %) com NFT (11 %) e perlíta (4 %), produzindo principalmente tomates e alface.

Japão :tem uma enorme industria de estufas em torno de 50,000 hectares mas só 1.5 % destes usa hidroponía. Este é o único país com uma alta proporção de sistemas em água; estes são DFT (35 %), NFT (13 %) e cultivo em cascalho (3 %), o qual faz um total de 51 % comparado com o 44 % de área hidropônica por lã de rocha.

Israel: usa principalmente tuff (escória), areia e lã de rocha. Também é a casa do sistema Ein Gedi, o qual é uma forma modificada do aeropônico.

Canadá: As principais áreas de estufas estão em Columbia Britânica e Ontário. O principal sistema é lã de rocha (cerca de 80 %), com áreas significativas de serragem e NFT, e os principais cultivos são tomates, pimentão, pepinos e flores de corte. A área hidropônica foi dobrada nos últimos anos e todavia segue expandindo-se rapidamente.

África do Sul: Usa predominantemente serragem . Também existe um número de grandes operações usando GFT para produzir principalmente alface.

Austrália :tem ao redor de 47 % de sua área hidropônica produzindo alfaces ao ar livre em pequenos canais de NFT sobre mesas. As áreas restantes usam um leque de sistemas, incluindo lã de rocha, escoria, serragem, areia e perlita.

Coréia tem em uso um amplo leque de sistemas. A perlita é a mais popular (41 %), seguido de lã de rocha (32 %), NFT e DFT (8 %) e aeropônicos (7 %). O principal cultivo é o tomate, seguido de rosas, pepinos e pimentão.

Nova Zelândia usa serragem e pumecita, além de NFT para tomates e uma área crescente de alface.

Estados Unidos: tem um lugar único em hidroponía comercial. Apesar do número de técnicas que foram desenvolvidas aqui, infelizmente os EEUU ficou conhecido por seus altos níveis de fracassos. Como uma conseqüência destas primeiras experiências, a hidroponía comercial se manteve relativamente pequena e estática nos últimos 20 anos. No entanto isto agora está mudando. Existe uma recente onda, principalmente em grandes instalações comerciais, Qual é provável que continue. A maioria das novas instalações são planas e manejadas profissionalmente e portanto deveriam ter êxito. Se está tomando mais cuidado com a seleção do lugar e as vantagens naturais do deserto sudoeste (especialmente boa luz do sol no inverno) parece provável fazer desta a principal região hidropônica.

América do Sul: É difícil de obter a informação comercial exata, ainda que existe um número de universidades e instituições trabalhando em hidroponía. A maioria de fontes estão de acordo que os países provavelmente só tenham um máximo de 10 hectares, principalmente em produção de alface.

Ilhas do Pacífico: Fora os cerca de 6 hectares em Nova Caledônia, ao redor de 4 hectares em Papua Nova Guine e ao redor de 3 hectares em Fiji, existem só algumas pequenas unidades disseminadas nas Ilhas do Pacífico.


PRECISÃO DOS DADOS:

Houve um número de aspectos os quais tornaram difícil a coleta destes dados, e em algumas vezes deram uma precisão muito pobre.

Primeiramente, o que é definido como "hidroponía" pode diferir de país em país. Em segundo lugar, só uns poucos países coletam oficialmente dados em hidroponía. Muitas vezes os dados estão disponíveis para as áreas totais de estufas de hortaliças, mas não separados em grupos hidropônicos.
Ainda em poucos casos onde a área hidropônica é oficialmente publicada, é raro encontra-la separada em diferentes sistemas. Na realidade, detalhes desta profundidade só têm sido recebidos de Coréia e Japão, e ainda aqui existem diferencias entre diferentes fontes. A maioria de dados vêm de estimativas da industria ou individuais e a precisão variará amplamente. A medida que mais fontes são acessadas, a precisão aumentará.

Em terceiro lugar, os dados também tomam tempo para coletar e compara-los, pelo que sempre estão algo fora de data. Freqüentemente, a maior segurança dos dados, maior será o tempo antes de publica-lo. Também em alguns países onde são recopiladas estatísticas governamentais, muitos produtores deliberadamente desestimam suas áreas e receitas.

A maioria destes fatores levam a área atual que esteja sendo subestimada. No entanto, em alguns casos também pode existir sobrestimação. Por exemplo, para um país geralmente aceitado ter menos de 10 hectares, um entrevistado sugeriu entre 500 e 1,000 hectares.

Tendo em conta todos estes fatores, em minha opinião a área total mundial hidroponica está entre as 12,000 e 15,000 hectares.

Agradecimentos.

Obrigado a Steven Carruthers, quem teve a tarefa de coleta de dados com seu usual fervor. E claro, obrigado a aqueles ajudaram a proporcionar dados e comentários.
Obrigado também a Merle Jensen da Universidade de Arizona, pelo seu artígo "Hydroponics" Hort Science. Outubro 1997.

 

OUTROS USOS DA HIDROPONÍA: PRODUÇÃO DE PLANTAS

Gilda Carrasco Silva
Universidad de Talca, Chile


A hidroponía não só considera a possibilidade de cultivar a totalidade do ciclo de vida de uma espécie (hortaliças, flores), se não também é possível emprega-la só para a produção de plantas que logo serão transplantadas ao solo. O "floating system" ou sistema flutuante se constituiu em una técnica hidropônica comercial para conseguir este objetivo, existindo experiências comerciais no cultivo de tabaco em diversos países (Estados Unidos, Brasil, Espanha e Chile).

A introdução do sistema flutuante para a produção de plantas de tabaco no Chile foi realizada pela Companhia Chilena de Tabacos através de um projeto de Inovação Tecnológica executado pela Universidade de Talca e financiado parcialmente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (FONTEC) e pela Corporação de Fomento da Produção (CORFO) no período 1997-1998. A necessidade de incorrer nesta técnica se originou na pronta desaparição de esterilizante de solo: Bromuro de metilo, produto que permite que na cama de sementes não existam patógenos, outras sementes nem malezas e assim se garanta um desenvolvimento ótimo das plantas. No ano 2004, este produto que é altamente tóxico, não se fabricará, motivo pelo qual buscaram outras alternativas produtivas mais amigáveis com o meio ambiente. Uma delas, é a utilização de substratos estéreis e que já são empregados nas zonas tabaqueiras dos Estados Unidos nos últimos anos, através do Sistema Flutuante.
Em que consiste o sistema flutuante?

Esta técnica consiste na preparação de una piscina ou bancada de pouca altura (menor a 0,15 m) com solução nutritiva sobre a qual se suspendem bandejas de sementes (tipo "Speedling") recheadas com substrato e já semeadas.

O Sistema Flutuante permite obter transplantes de tabaco , de qualidade e tamanho uniforme, de rápido prendimento no solo para o cultivo de tabaco. Por este motivo este sistema hidropônico já se constitui como uma técnica valida para a produção deste cultivo industrial. Investigações recentes mostram que ao utilizar transplantes de tabaco proveniente do Sistema Flutuante, se obtém uma colheita mais rápida do cultivo, favorecendo o curado das folhas de tabaco, por sua vez, permite utilizar de melhor forma a capacidade industrial instalada.

Onde se usa e como se constrói um sistema flutuante?

O Sistema Flutuante se realiza em túnel de polietileno ou em estufa para assim obter maiores temperaturas da solução nutritiva. Para isso se constróem piscinas ou bancadas de madeira ou ladrilho recobertas por polietileno, em superfícies que dependeram da área de cultivo disponível e uma largura que permita o alcance dos operários às bandejas centrais. As piscinas se enchem com água e solução nutritiva. Posteriormente, se depositam as bandejas de sementes.

Que substrato é recomendável para encher as bandejas?

Nos Estados Unidos se utilizam misturas comerciais cujo principal componente é a turba, na qual se adiciona perlita, vermiculita e uma pequena proporção de poliestireno expandido . Esta mistura permite obter um ótimo nível de umidade e encher de forma uniforme as células das bandejas; assim existirá um eficiente crescimento radicular ao interior da célula e permitiram o desenvolvimento de raízes ao exterior delas.

Como se efetua o semeio das bandejas?
Para efetuar o semeio, se utiliza um marcador de orifícios sobre o substrato que permite obter os buracos a uma similar profundidade em cada uma das células de cada bandeja de semeio. Logo se semeia, tendo a precaução de utilizar uma semente peletizada por célula.

Como se fertiliza este cultivo hidropônico?

Através da dissolução de fertilizantes altamente solúveis em água, se colocam os elementos minerais essenciais para o cultivo. Existem numerosas misturas comerciais já preparadas, as quais permitem utiliza-las diretamente, sem prévia preparação por parte do produtor. Estas misturas comerciais se baseiam em uma formulação NPK (20-10-20).

 

CONCURSO DE HIDROPONIA ESCOLAR

Alfredo RodrMilagros Chang y Marilú Hoyos
íguez Delfín, Universidad Nacional Agraria La Molina
Lima, PERU

Uma considerável diminuição das áreas de terras agrícolas faz da hidroponía uma interessante alternativa de produção em zonas urbanas. Os centros educativos são um bom meio para difundir os princípios do cultivo sem solo. Isto foi demostrado pela Universidade Nacional Agrária La Molina através de seu Centro de Investigação de Hidroponía e Nutrição Mineral (CIHNM), com a organização do I Concurso de Hidroponía Escolar 1,998, realizado a nível de Lima Metropolitana.

O concurso teve por finalidade promover e incentivar a implementação de hortas hidropônicas nos colégios de Lima, para reforçar o ensino das ciências naturais e fomentar o carinho das crianças à natureza. Assim , brindamos ao merecido reconhecimento do trabalho realizado por professores e alunos a favor da difusão desta técnica, como uma opção para contribuir a solucionar o déficit alimentício da população menos favorecida.

As hortas dos colégios participantes foram avaliadas segundo seis critérios:

1) Originalidade. Para demostrar a versatilidade da técnica, os sistemas hidropônicos empregados teriam que ser criativos ou inovadores.

2) Manter a horta, Se considerou a ordem e a limpeza dentro de um aspecto geral.

3) Sistema hidropônico empregado. Se considerou a implementação dos sistemas para facilitar os trabalhos de manutenção e dar um uso eficiente do espaço.

4) Estado geral das plantas. Se avaliou a sanidade e nutrição das plantas. Se colocou ênfase para que os métodos de controle usados não prejudiquem o meio ambiente.

5) Tipos de cultivos. Os estudantes deviam demostrar conhecimento sobre os requerimentos particulares das espécies cultivadas na horta: época de semeio, transplante, regas, colheita, etc.

6) Exposição oral dos alunos. Teriam que demonstrar que estavam familiarizados com as técnicas e que haviam participado ativamente na implementação da horta.

Como membros de Jurado Qualificador, fomos testemunhas do grande trabalho realizado e que se continua realizando nos colégios para implementar hortas hidropônicas. Observamos muita vontade e entusiasmo no trabalho desempenhado tanto por professores e alunos. Chamou muito a atenção o engenho e a criatividade dos escolares, que utilizaram materiais de sucata e recursos próprios da zona para adapta-los ao sistema hidropônico.

A Cerimônia de Premiação se realizou em 30 de Novembro. O Primeiro lugar ocupou o Colégio Nacional "Enrique Nerini Collazos" do distrito de Chorrillos; o Segundo lugar foi para o Centro Educativo Particular "Arco Iris" do distrito de Ate-Vitarte. Se outorgarão menciones honrosas ao Centro Educativo Inicial "Emilia Barcía Boniffatti" do distrito de San Miguel e ao Colégio "Fé e Alegria No 43" de Ventanilla, Callao.

O CN "Enrique Nerini" apresentou um sistema inovador e caseiro de rega por gotejamento recirculante para produzir tomates. Chamou muito a atenção observar plantas sadias e com uma boa produção de frutos. Para evitar o ataque de pragas, aplicam por aspersão manual, uma solução a base de sabão para lavar roupa, ao qual lhes ha dado excelentes resultados. Também fazem aplicações a base de concentrados de alho . A professora Isabel Ramos e seus alunos formaram um Clube de Hidroponía e têm como lema "mais hortas hidropônicas para que no haja fome no mundo". A produção de diferentes hortaliças no colégio serve para apoiar às crianças mais desnutridas; muitas delas assistem as aulas sem ter tomado café da manhã, detectando-se inclusive casos de crianças com tuberculose.

O CEP "Arco Iris" com uma horta hidropônica no terceiro andar, apresentou um interessante sistema de rega impulsado por um moinho de vento. A força gerada pelo vento faz que uma polia impulsione a água armazenada em um pequeno reservatório. A água é movida através de uma tubulação de PVC para os locais de cultivo que, ao ingressarem, produzem bolhas, provocando a oxigenação da solução nutritiva no sistema de raiz flutuante. Durante a visita a este colégio, as crianças, assessoradas por seu professor Juan Aguilar, deram uma bonita surpresa, os quais disfarçados de hortaliças, entonaram uma canção dedicada a hidroponía

É importante ressaltar a experiência do CEI "Emilia Barcía Boniffatti". Este centro dá formação inicial a 120 crianças entre 5 a 6 anos de idade, em um mundo natural e em direto contato com a natureza, despertando o amor e respeito ao meio ambiente. O centro tem restaurante, bio horto, horta hidropônica e uma pequena granja de animais menores, onde criam coelhos, galinhas, codornas, patos e peixes. O horto hidropônico está sobre a responsabilidade do professor Pedro Covenhas, quem ensina o cuidado e carinho para com as plantas. As crianças antes de iniciar as aulas e na hora do recreio, regam as plantas e levam forragem verde hidropônica aos coelhos. Eles usam as tampas de embalagens descartáveis de manteiga para produzir uma ração de FVH para uma jaula de coelhos. No restaurante se preparam alimentos utilizando as verduras coletadas da biohorta e horta hidropônica, ovos de galinhas e codornasa e em dias especiais, coelho na brasa. Em 1,997 ha sido designado por um programa de televisão de Lima, como o Primeiro Centro Educativo Ecológico do Peru.

O colégio "Fé e Alegria No 43", construído sobre um solo arenoso salino, onde a água potável só se consegue através de caminhões pipa, possui uma horta de aproximadamente 500 m2, manejado como organopônico. A principio foi uma horta totalmente hidropônica mas, devido as regas freqüentes que se tinham que fazer às plantas crescidas em substratos poucos retentores e pela escassez de água na zona, optaram por usar misturas de substratos a base de húmus de minhoca e composto. Esta horta é um belo oásis em pleno deserto, por esta razão as crianças têm como lema "semeando vida no deserto".

A experiência do concurso foi muito interessante e gratificante. Sua organização teve certa dificuldade, principalmente no relacionado a falta de instituições auspiciadoras, como ocorre sempre em todo projeto com fins sociais. Mas não faltam pessoas que desejam colaborar de alguma maneira, que fizeram chegar a Cerimonia de Premiação, alguns prêmios que ajudaram a alegrar ainda mais as crianças que haviam assistido para fazer trabalho escolar para seus respectivos colégios. Nos alegraria premiar a cada um dos centros educativos que participaram deste evento mas, lamentavelmente, como em todo concurso, só ha um ganhador.

Nos sentimos muito satisfeitos e alentados pelo trabalho realizado em todos os colégios participantes. É quase certo que esta experiência se repetirá novamente em outros anos; só esperamos que nesta oportunidade, tenhamos um apoio mais direto e decisivo, principalmente do Ministério de Educação, e de outras instituições governamentais involucradas na assistência social.

Um projeto como este destinado às crianças teria maiores probabilidades de êxito pelo seguinte: uma criança põe muita atenção quando seu professor (a) lhe ensina o cuidado das plantas, portanto vai adquirindo um grau de responsabilidade. Lhe gosta a natureza e também brinca com seus amigos; e assim como brincando vai aprendendo. Uma criança está recém formando-se, e sabe que se não cuida de sua planta, se não lhe rega, esta morre e, como quer mante-la viva e que produza, a cuida com carinho. Por outro lado, com a hidroponía, começam a conhecer e a compreender que é bom consumir verduras frescas e sadias, e vão tomando consciência que assim melhoraram sua alimentação e a de suas famílias.

Contam alguns professores dos colégios visitados que, quando crianças inquietas ou "terríveis" participam das atividades de hidroponía, estes chegam a se acalmar e atendem melhor as aulas. Seguramente pelo exposto anteriormente, um bom número de centros educativos de Lima está implementando oficinas de biohortas e hortas hidropônicas dentro do curriculum escolar como um método para despertar o carinho e a atenção das crianças para com a natureza. É importante fomentar e manter este grau de responsabilidade que se está observando entre os escolares.

Estimados amigos:

Sou especialista em morango de INTA de Argentina. Estou interessado em saber os resultados de vossa experiência em cultivo vertical de morango.
A suas ordens.

Ing. Agr. M.Sc. DANIEL S. KIRSCHBAUM
Division Frutihorticultura
INTA EEA FAMAILLA
Argentina

Dos seis substratos que avaliamos para a produção de morangos em colunas, a mistura casca de arroz: cascalho (70:30 V,V) e restos de ladrilho é a que melhor resultados a dado. Se obteve de 250 a 300 g por planta.

Observamos que não é bom fermentar a casca de arroz porque se acelera sua descomposição e, portanto, causa fitotoxicidade. Em nossas próximas provas experimentamos misturas a base de casca de arroz mas sem fermentar e pumecita.

Amigos:

Estou semeando alface americana em sistema hidropônico que se encontra em um ambiente de 80-85% de umidade relativa, e temperatura 22o C de média. A altura da estufa es de 3.50 m, as mudas de alface se colocam para seu desenvolvimento em tubo de PVC de 75 mm, a um metro de altura do solo com um espaçamento de 25 cm e o diâmetro do buraco em que se coloca a muda é de 38 mm.

Devido ao diâmetro do buraco, a muda se coloca na abertura junto com o substrato com que sai da bandeja de isopor.

Senhores minha pergunta é a seguinte: Que devo fazer para conseguir que a alface americana forme cabeça ? Até agora não conseguimos que a alface forme cabeça com perfeição, ela começa a formar cabeça e depois se deforma.

Podem ajudar-me com esta situação? É um problema de solução? São as condições da estufa? Esperando vossa colaboração, Atentamente,

Alfredo Donis Romero
Brasil

Também tivemos problemas para produzir alface americana mas superamos este problema ao trocar de variedade de alface; antes usávamos a variedade Great Lakes. Além de não formar cabeça, seu tempo de colheita durava um mês mas que as variedades tipo mantegosa ou butter head. A variedade que estamos usando agora é Nabuco RS de Royal Sluis; forma cabeça e em um tempo de dois meses.
O problema da deformação da cabeça também se explicaria por um nível baixo de potássio na solução. É importante considerar a nutrição de potássio; tivemos que elevar de 200 a 250-300 mg de potássio por litro de solução nutritiva. Que nível de potássio aporta sua solução nutritiva? Esperamos que esta informação seja de utilidade.

Estimados amigos

Sou estudante de pós graduação de floricultura e horticultura. Estou realizando um seminário sobre substratos em flores (rosas e cravos). Minha experiência no assunto é muito pouca assim que desejo colaboração a respeito de historia e definição de substratos, classes de substratos, vantagens e desvantagens, e custo por metro quadrado. Obrigado

Edith Rico
Colombia

Os substratos que utilizamos em hidroponía são inertes, os quais não aportam nenhum nutriente à planta e somente serve como suporte. Se recomenda trabalhar com substratos que se encontrem em abundância na zona onde se vai trabalhar. Por exemplo, nós utilizamos areia , que é abundante nesta zona e portanto o custo é menor.

É recomendável provar também diferentes tipos de substratos para determinar qual é apropriado para cada cultivo, dependendo da compactação, do tamanho da partícula, retenção de água, pH e Condutividade elétrica, para ter uma idéia se pode afetar ou não o crescimento da planta.

Queria, se alguém me pudesse ajudar, estou implementando NFT em alfaces e tomates no sul do Chile (Panguipulli, X Região) e tenho algumas duvidas:

Dados: Superfície estufa 276 m2 c/u. (uma de alfaces, outro de tomates). As alfaces são cultivadas em 3 pisos, em canais de PVC de 11 cm x 4 m (adaptação de tubo PVC sanitário de 110mm x 6 m, cor cinza), com declive de 2 %. No total são 134 filas; distanciamento entre plantas sobre o canal é 20 cm.; entre canais 10 cm. Produção esperada de 307.638 alfaces/mês. Tomates (ainda em desenho). Canal de PVC de 20 cm x 20 m. Perguntas:

1. Qual é o requerimento diário de rega por planta de alface e tomate, litros/dia?.

2. Qual é o caudal (litros/hora) mínimo necessário para manter umedecidas as raízes, tanto em alface como em tomates?. Como posso desenhar a rega, quero dizer quantos litros/tempo devo fazer circular desde o tanque até os canais?

3. Como a solução é recirculante, cada quanto tempo devo troca-la?

4. Manter 3 pisos (níveis) para cultivar alface é tecnicamente factível, sem causar problemas pela luz?.

Consultei o livro do senhor Resh, mas minhas inquietudes não foram resolvidas. Peço desculpas se são demasiadas perguntas, mas sou novato em esta maravilhosa técnica.

Agradeceria qualquer orientação, ajuda e críticas (construtivas), obrigado

Cristián Arias Filippi
Panguipulli, Chile

Com respeito a suas perguntas lhe podemos dizer o seguinte:


1) O requerimento de rega dependerá do tipo de cultivo (alface, tomate, etc.), estação (verão, inverno) e idade das plantas (crescimento vegetativo, crescimento reprodutivo, plena produção).
Em nosso sistema NFT modificado (a eletrobomba liga só por 15 minutos cada hora), no verão diariamente repomos aproximadamente 50 - 100 litros de água para completar um volume de 600 litros de solução nutritiva. Não temos experiência em produção de tomate em NFT mas sim com rega por gotejamento Em média gastamos 1 litro de solução por planta por dia.

2) O caudal em cada canal é de 2 litros/minuto. O controle do caudal, dependendo da potência da bomba, se faz com chaves.

O volume total do tanque dependerá do número de plantas, que deve considerar um extra para que a bomba não funcione à seco. Tempos de circulação: períodos de 15 a 30 minutos cada hora.

3) A solução se pode trocar cada 3 semanas, mas deve controlar diariamente a CE e o pH, isto com a finalidade de ir repondo os nutrientes, principalmente aqueles que são mais rapidamente consumidos.

4) Sim terá problemas pela falta de luz; seria recomendável que pinte os canais com pintura esmalte branco; oura ação seria colocar plástico branco no piso para que a luz reflita em todo o ambiente. A aplicação artificial de luz também poderia ajudar mas aumentariam seus custos.

Olá!

Lhes mando saudações desde Honduras. Fui afetado pelo furacão Mitch; eu me dedicava ao engorde de gado . Devido a força do furacão que nos afetou, perdi grande parte de meu gado; para ser mas exato, perdi 500 cabeças e só consegui salvar 120 vacas.

Lhes peço por favor se me podem dizer como se realiza um cultivo de hidroponía, já que com as inundações perdi todo o alimento que tinha para um ano, e estou em sérios apertos, já que não tenho nada para dar-lhes de comer.

Estive falando com um médico veterinário e me disse que uma alternativa era a hidroponía. Estive revisando a Internet mas não encontrei nada de informação, Gostaria de saber, como se cultiva por este método.

De antemão lhes agradeço por seu tempo e a moléstia por ler este e-mail. Esperando uma resposta positiva, recordem que não só a um hondurenho ajudaram se não que a muitos criadores de meu país.

Oscar A. Servellón Guillén
Honduras

Somente Deus sabe porque ocorrem tantas calamidades no mundo. Será acaso porque nós homens temos que despertar e dar-nos conta de que se Deus não somos nada.

Atendendo seu pedido, lhe informamos que se necessitam entre 10 y 15 dias para produzir forragem com uma altura de 20 a 25 cm, ainda que isto dependerá das condições climáticas. Em resumo, os passos que necessita seguir são os seguintes:

* lavar as sementes; devem ser de boa qualidade
* lavar bandejas de plástico e desinfeta-las; mergulha-las em uma solução de cândida (hipoclorito de sódio) por 30 minutos.
* desinfetar as sementes; deixar mergulhada durante 30 minutos em solução de cândida à 1%.
* enxaguar bem
* drenar a água
* as sementes escolhidas se colocam em bandejas, nivelando
* regar nebulizando somente para manter úmidas as sementes
* quando apareçam as primeiras folhas (ao 4o dia), regar com solução nutritiva (5 ml de solução concentrada A e 2 ml solução concentrada B por cada 4 litros de água). isto se pode realizar até o dia 7. A partir do sétimo dia, regar só com água. A produção de folhagem tem uma relação de 1:6, quer dizer, por cada Kg de semente se obtém 6 Kg de forragem

Contamos com um terreno maior que um hectare. e pretendemos cultivar hortaliças por meio de hidroponía O sistema de exploração que desejamos instalar é através de estufas. O lugar é O Estado de Michoacán, em uma área perto aos que corresponde ao Valle denominado Morelia-Queréndaro. O clima é apto para a produção de hortaliças e a temperatura media anual oscila entre os 22 a 24ºC , com períodos de inverno de Janeiro a Fevereiro, onde se apresentam pelo menos de 10 a 15 geadas em média com temperaturas de 0 a -2ºC de 5.30 am a 8.00 am, e no verão temos problemas de temperaturas altas que oscilam entre os 30 y 34ºC durante os meses de Julho e Agosto. O tipo de estufa que pretendemos instalar é tipo domo circular com coberta de plástico. Duvidas:

1. Quais são as dimensões ótimas máximas recomendáveis de cobertura por estufa?

2. De acordo ao regime de temperaturas médias que assinalamos e considerando os picos altos os mais baixos durante o ano, Que porcentagem de ventilação me recomenda? e A que altura devo manejar minha ventilação lateral para controlar de melhor forma a energia no interior?

3. Os ventos dominantes na área provêm de Noroeste, e as estufas pretendemos instala-las de Norte a Sul; Que orientação é recomendável a abertura de ventilação?

Sem mais pelo momento, só me resta agradecer de antemão sua atenção.

Ing. Gildardo Retara Ramos
Campo Industrial, S.A. de C.V.
Gerente de Ingeniería
Michoacán, México

1. A construção de estufas grandes têm as vantagens de reduzir o custo de construção e assim mesmo de diminuir as perdas de calor na época fria. A estufa grande tem maior inércia térmica devido a seu maior volume. Por outra parte pode ter o inconveniente de capacidade de insuficiente ventilação, no caso de que a superfície de janelas e sua localização não sejam acertadas.

No caso de estufas com ventilação lateral unicamente, é recomendável não ultrapassar 20 m de largura. Quando se constróem estufas múltipla com ventilação cenital, é recomendável não fazer estufas muito largas com o fim de dispor de janelas próximas e por outra parte, ao construir a base de estufas de menor largura (5 a 8 m), se evita que a altura máxima dela seja excessiva, já que isso encarece a construção e pode ser um inconveniente em zonas de fortes ventos.

Se estima que deve haver uma superfície mínima de janelas entre 15 e 30% da superfície do solo.

Em grandes estufas é conveniente orientar linhas de cultivo perpendiculares as janelas para facilitar a circulação do vento. Não obstante, ao cultivar espécies que crescem verticalmente, como o tomate, pimentão, convêm orientar as linhas N-S para homogeneizar o balance luminoso das 24 horas e evitar desenvolvimento e crescimento desigual.

Na Espanha existem unidades de 1 hectare em um só bloco, mas penso que sempre seu manejo climático é deficiente. Creio preferível reduzir as dimensões a blocos de 3000 ou 5,000 m2.

A longitude convêm a menor possível, combinada com a largura, já que todo aumento de longitude implica maior superfície de paredes externas para a mesma área coberta e portanto mais perdas de calor.

As alturas laterais mais freqüentes são 2,50 a 3,00 m e a altura no centro de 3,80 a 4,50 m. Na atualidade ha uma tendência a maiores alturas. Deve decidir também em função dos custos.

2. Em suas condições a ventilação é um problema no verão. Deverá aumentar a altura da estufa se lhe é possível com o fim de ganhar em volume, o que amortecerá as temperaturas máximas e por outro lado lhe permitirá ter janelas mais altas nas paredes laterais. Aqui é normal recentemente construir com alturas laterais de 3,5 a 4,5 m e a estufa fica com altura máxima de 5,5 a 6,5 m. Deve assim mesmo instalar janelas cenitales em todas as estufas até alcançar de 15 a 30% de superfície aberta em relação a superfície do solo. Uma estufa de bom volume se contém uma grande massa vegetal bem regada, pode graças a transpiração autorregular o excesso de temperatura. O importante é ter uma vegetação abundante com alta capacidade de transpiração.

4. A abertura mais eficaz das janelas é em frente a a direção do vento. Mas isto é arriscado para a estrutura. Creio que desde o ponto de vista da resistência da estrutura é a correta a orientação N-S. Para um bom balance de luz também é acertada esta orientação, e as linhas de cultivo deve ser sempre N-S. Para a ventilação, creio que deveria abrir janelas da maior altura possível nas paredes laterais incluídas as paredes frontais e abrir janelas cenitais em todas as estufas na vertente Este. Esta orientação é a mais segura, ainda quando não é a mais eficaz para ventilar. Já sabe que pode instalar um anemômetro com veleta que lhe feche as janelas do trecho quando o vento seja excessivo ou gire a uma direção perigosa.

Espero que esta informação lhe seja de utilidade.

Dr. Pedro-Florián Martínez
Instituto Valenciano de Investigaciones Agrarias
Valência, Espanha

TRADUÇÃO: ÀGUA E VIDA HIDROPONÍA